segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Salmo 18

18.1 [Ao mestre de canto. Salmo de Davi, servo do SENHOR, o qual dirigiu ao SENHOR as palavras deste cântico, no dia em que o SENHOR o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul. Ele disse:] Eu te amo, ó SENHOR, força minha.
18.2 O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte.
18.3 Invoco o SENHOR, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos.
18.4 Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror.
18.5 Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam.
18.6 Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.
18.7 Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos montes e se estremeceram, porque ele se indignou.
18.8 Das suas narinas subiu fumaça, e fogo devorador, da sua boca; dele saíram brasas ardentes.
18.9 Baixou ele os céus, e desceu, e teve sob os pés densa escuridão.
18.10 Cavalgava um querubim e voou; sim, levado velozmente nas asas do vento.
18.11 Das trevas fez um manto em que se ocultou; escuridade de águas e espessas nuvens dos céus eram o seu pavilhão.
18.12 Do resplendor que diante dele havia, as densas nuvens se desfizeram em granizo e brasas chamejantes.
18.13 Trovejou, então, o SENHOR, nos céus; o Altíssimo levantou a voz, e houve granizo e brasas de fogo.
18.14 Despediu as suas setas e espalhou os meus inimigos, multiplicou os seus raios e os desbaratou.
18.15 Então, se viu o leito das águas, e se descobriram os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, SENHOR, pelo iroso resfolgar das tuas narinas.
18.16 Do alto me estendeu ele a mão e me tomou; tirou-me das muitas águas.
18.17 Livrou-me de forte inimigo e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu.
18.18 Assaltaram-me no dia da minha calamidade, mas o SENHOR me serviu de amparo.
18.19 Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim.
18.20 Retribuiu-me o SENHOR, segundo a minha justiça, recompensou-me conforme a pureza das minhas mãos.
18.21 Pois tenho guardado os caminhos do SENHOR e não me apartei perversamente do meu Deus.
18.22 Porque todos os seus juízos me estão presentes, e não afastei de mim os seus preceitos.
18.23 Também fui íntegro para com ele e me guardei da iniqüidade.
18.24 Daí retribuir-me o SENHOR, segundo a minha justiça, conforme a pureza das minhas mãos, na sua presença.
18.25 Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro.
18.26 Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível.
18.27 Porque tu salvas o povo humilde, mas os olhos altivos, tu os abates.
18.28 Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SENHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas.
18.29 Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas.
18.30 O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; ele é escudo para todos os que nele se refugiam.

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