segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Salmo 22

22.1 [Ao mestre de canto, segundo a melodia “Corça da manhã”. Salmo de Davi] Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido?
22.2 Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego.
22.3 Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel.
22.4 Nossos pais confiaram em ti; confiaram, e os livraste.
22.5 A ti clamaram e se livraram; confiaram em ti e não foram confundidos.
22.6 Mas eu sou verme e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo.
22.7 Todos os que me vêem zombam de mim; afrouxam os lábios e meneiam a cabeça:
22.8 Confiou no SENHOR! Livre-o ele; salve-o, pois nele tem prazer.
22.9 Contudo, tu és quem me fez nascer; e me preservaste, estando eu ainda ao seio de minha mãe.
22.10 A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus.
22.11 Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda.
22.12 Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam.
22.13 Contra mim abrem a boca, como faz o leão que despedaça e ruge.
22.14 Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.
22.15 Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.
22.16 Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés.
22.17 Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim.
22.18 Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes.
22.19 Tu, porém, SENHOR, não te afastes de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me.
22.20 Livra a minha alma da espada, e, das presas do cão, a minha vida.
22.21 Salva-me das fauces do leão e dos chifres dos búfalos; sim, tu me respondes.
22.22 A meus irmãos declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação;
22.23 vós que temeis o SENHOR, louvai-o; glorificai-o, vós todos, descendência de Jacó; reverenciai-o, vós todos, posteridade de Israel.
22.24 Pois não desprezou, nem abominou a dor do aflito, nem ocultou dele o rosto, mas o ouviu, quando lhe gritou por socorro.
22.25 De ti vem o meu louvor na grande congregação; cumprirei os meus votos na presença dos que o temem.
22.26 Os sofredores hão de comer e fartar-se; louvarão o SENHOR os que o buscam. Viva para sempre o vosso coração.
22.27 Lembrar-se-ão do SENHOR e a ele se converterão os confins da terra; perante ele se prostrarão todas as famílias das nações.
22.28 Pois do SENHOR é o reino, é ele quem governa as nações.
22.29 Todos os opulentos da terra hão de comer e adorar, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, até aquele que não pode preservar a própria vida.
22.30 A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura.
22.31 Hão de vir anunciar a justiça dele; ao povo que há de nascer, contarão que foi ele quem o fez.

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