quarta-feira, 7 de março de 2012

A Guerra Nossa de Cada Dia (Vencido Pelas Drogas)



Acho que neste mundo, ninguém procurou descrever o seu próprio cemitério. Não sei como meu pai vai recebê-lo; mas preciso de todas as forças enquanto é tempo. Sinto muito, meu pai; acho que este diálogo é o último que tenho com o Senhor. Sinto muito mesmo... Sabe, pai, está em tempo do Senhor saber a verdade que nunca nem desconfiou. Vou ser breve e claro. Bastante objetivo. O TÓXICO me matou. Travei conhecimento com meu assassino. O TÓXICO, aos 15 ou 16 anos de idade. É horrível, não pai? - Sabe como nós conhecemos isso? Através de um cidadão elegante vestido; bem elegante mesmo, e bem falante, que me apresentou o meu futuro assassino: O TÓXICO. Eu tentei recusar, tentei mesmo; mas o cidadão mexeu com o meu brio dizendo que eu não era homem. Não é preciso dizer mais nada, não é pai? Ingressei no mundo do tóxico. No começo foram as torturas, depois e o devaneio, e a seguir a escuridão. Não fazia nada sem que o tóxico estivesse presente. Depois veio a falta de ar, o medo, as alucinações; e logo após veio do pico novamente. Eu me sentia mais gente do que as outras pessoas; e o TÓXICO, meu amigo inseparável, sorria... Sabe, pai, a gente quando começa acha tudo ridículo e muito engraçado. Até DEUS eu achava ridículo, e hoje no leito de um hospital, eu reconheço que DEUS é o mais importante de tudo no mundo, e que sem a ajuda DELE, eu não estaria escrevendo esta carta. Pai, eu só tenho 19 anos, e sei que não tenho a menor chance de viver. É muito tarde pra mim; mas para o senhor, meu pai, tenho um último pedido a fazer. Diga a todos os jovens que o senhor conhece, e mostre a eles esta carta. Diga a eles, que em cada porta de escola, em cada cursinho de faculdade, em qualquer lugar, há sempre um homem elegante vestido e bem falante, que irá mostrar-lhes o seu futuro assassino e destruidor de suas vidas; e que os levará à loucura e à morte, como aconteceu comigo. Por favor, faça isso meu pai, antes que seja tarde demais para eles. Perdoai-me, pai. Já sofri demais. Perdoai-me também por fazê-lo sofrer pelas minhas loucuras.

ADEUS, MEU PAI.

Obs. Depois desta carta o jovem morreu.
Caso verídico – Hospital 23 de Maio – São Paulo – Capital

Na verdade o que eu gostaria, através desta carta é de chamar a atenção para um problema que ninguém quer, mas muitos não sabem como evitar: - Que é ter um filho nas drogas.

- Andando por Nova Lima, percebo muitas crianças, moças e rapazes indo e vindo das escolas, porém poucos na companhia de seus pais. Trabalhando com jovens a mais de vinte anos posso garantir que a distância dos pais tem aproximado muitos filhos das drogas. Pense nisso!

Na fé!

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