sábado, 31 de março de 2012

A Guerra Nossa de Cada Dia (Não seja sapo e nem...)



Certa vez, após uma enchente, um escorpião, querendo passar ao outro lado do rio, aproximou-se de um sapo que estava à beira e fez-lhe um pedido:

"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"

O sapo respondeu:

"Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e morrer."

Mas o escorpião retrucou, dizendo:

"Isso é ridículo! Eu não pagaria o bem com o mal."

E o sapo sempre se negando a levá-lo. E tanto insistiu o escorpião que o sapo, de boa-fé, confiando na lógica do aracnídeo peçonhento, concordou. Levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio. No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.

Atingido pelo veneno e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou:

"Por que você fez isso comigo, escorpião ? Qual o porquê dessa sua maldade ? Diga-me. Por quê ?"

E o escorpião respondeu:

"Porque eu sou um escorpião e essa é a minha natureza..."

Esta é uma fábula bem conhecida, mas que retrata muito bem a realidade vivida em nossa guerra diária. – Como sobreviver em meio a tantos escorpiões? – Como confiar em alguém cuja a natureza é má. – E a situação sempre se agrava quando essa pessoa “Jura de pé junto” que a sua intenção é boa. A grande verdade é que: Seja no amor, nos negócios, na política, Etc. temos que tomar muito cuidado para não sermos ingênuos como o sapo dessa história... E é claro!: - Também não sermos o próprio Escorpião. Pense nisso!

Na fé!

André Vieira

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